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Quanto cobrar pelo rastreamento? O guia para precificar além da concorrência.

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Um dos erros mais comuns de quem está à frente de uma central de rastreamento é definir o preço olhando apenas para o vizinho. “Se o meu concorrente cobra R$ 59,90, eu vou cobrar R$ 49,90 para ganhar o cliente”.

Essa é a receita para o desastre financeiro. No mercado B2B de serviços tecnológicos, o preço não é um número aleatório; é o reflexo da sua estrutura de custos e do valor que você entrega. Se você não sabe por que cobra o que cobra, você não tem uma empresa, tem uma aposta.

1. A Regra dos Três Pilares: CAC, OpEx e Margem

Para precificar com segurança, você precisa decompor seu valor em três partes fundamentais:

  • CAC (Custo de Aquisição de Cliente): Quanto você gastou em marketing, comissões de vendas e instalação para trazer aquele cliente? Se você não dilui esse custo no contrato, você começa a operação no prejuízo.
  • OpEx (Custo Operacional): Aqui entram os insumos que mantêm o serviço vivo. É o custo mensal da conectividade multioperadora, a licença da plataforma e o suporte 24h (se houver). Se sua conectividade falha muito e gera suporte excessivo, seu OpEx sobe e sua margem some.
  • Margem de Lucro: O que sobra para o crescimento da empresa após pagar todos os custos e impostos.

2. O Perigo da “Taxa de Instalação Grátis”

Na ansiedade de conquistar o cliente, muitas centrais subsidiam o hardware e a instalação. Não há problema nisso, desde que o LTV (Lifetime Value) — o tempo que o cliente fica com você — compense o investimento.

Se, em média, o seu cliente sai em 6 meses, mas você só recupera o custo do equipamento no 10º mês, você pagou para trabalhar. Por isso, a escolha de um hardware durável e de uma conectividade que não gera cancelamentos (churn) é, na verdade, uma decisão financeira de precificação.

3. Precificação por Valor vs. Precificação por Custo

Existem duas formas de apresentar seu preço ao mercado:

  • Commodity: “Eu vendo rastreamento”. Aqui, o cliente sempre vai buscar o mais barato.
  • Solução: “Eu vendo redução de custos e recuperação de ativos”. Aqui, o preço se torna secundário perante o benefício.

Para cobrar mais caro (e melhor), sua central precisa oferecer previsibilidade. Se você utiliza uma infraestrutura que permite ao cliente gerenciar tudo de forma autônoma, com alta disponibilidade de sinal, você não está entregando apenas um ponto no mapa. Você está entregando gestão. E gestão vale mais que rastreamento.

4. A Escada de Planos

Uma estratégia inteligente é oferecer opções que guiem a percepção do cliente:

  • Plano Básico: Foco em monitoramento e segurança (Baixa margem, alto volume).
  • Plano Profissional: Inclui gestão de telemetria e alertas inteligentes (Margem média).
  • Plano Premium: Consultoria de frotas e suporte prioritário (Alta margem).

Conclusão: O preço é o que o cliente paga, valor é o que ele leva

Se o seu único argumento de venda é o preço baixo, você sempre estará a um passo de ser trocado por alguém ainda mais barato. A autoridade de uma central de rastreamento se constrói quando o dono entende seus custos reais e escolhe parceiros tecnológicos que reduzem o retrabalho.

Quando sua operação é enxuta e eficiente (graças a ferramentas que automatizam a gestão de chips e equipamentos) você ganha fôlego para precificar de forma competitiva, sem sacrificar a saúde do seu negócio.

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